19 setembro 2006
12 setembro 2006
NÃO PARA GUARDAR MAS PARA LEMBRAR UM DIA.

12/09/06
Gabriel:
O problema é que sempre que vc passa é a noite e estou sem oculos, não arrisco falar com vc pois tenho medo de ter feito confusão. Deixa eu te encontrar de dia que vou te parar ou um dia que tenha certeza de que seja vc. Se fosse antigamente quando morava aqui era mais fácil, era só subir uma escada.bjs
16/06/2006
Gabriel: oi! Tudo bem com vc? Foi vc que eu vi outro dia aqui na rua? Tava escuro e eu não enxergo de longe sem oculos, fiquei com essa dúvida. bj
11 setembro 2006
REFLEXÕES SOBRE A RESPOSTA DE 12/07
No mínimo você é inapto para entender minhas palavras! Numa visão mais rude se poderia dizer que você é uma "toupeira" ou até mesmo uma "anta". Não é a primeira vez que simplesmente lhe escrevo dizendo que sinto saudades e você me reponde como seu eu estivesse sugerindo uma proposta de casamento. Ridículo!!!!! Se eu quisesse em algum momento de nossa relação um upgrade para um compromisso um pouco mais sério, eu conseguiria ou tiraria metade de sua alegria de viver tentando isso!!! Na verdade não foi você que não desejou, fui eu.
Eu que não desejei mais do que tivemos!!!
Bobinho....
Eu que não desejei mais do que tivemos!!!
Bobinho....
09 setembro 2006
EU SEI, MAS NÃO DEVIA - MARINA COLASANTI
Eu sei que a gente se acostuma.
Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.
Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.
RÉU
Esses malditos pensamentos estão me enlouquecendo.
São tantos e em profusão, que já me canso 5 minutos depois de acordar.
Estou na beirinha do abismo mas não vou cair, pois creio na Vida e sei que este tempo vai passar e ao resistir vou poder usufruir a paz novamente...
São tantos e em profusão, que já me canso 5 minutos depois de acordar.
Estou na beirinha do abismo mas não vou cair, pois creio na Vida e sei que este tempo vai passar e ao resistir vou poder usufruir a paz novamente...
PAZ
Hoje tive um dia de paz...
Coisa que não tenho tido nesses tempos tão difíceis.
Estive tão cansada, tão perto da escuridão...
Nem você podia me salvar.
Logo eu que tinha paz todo dia, hoje sinto falta dela...
Coisa que não tenho tido nesses tempos tão difíceis.
Estive tão cansada, tão perto da escuridão...
Nem você podia me salvar.
Logo eu que tinha paz todo dia, hoje sinto falta dela...
27 agosto 2006
23 agosto 2006
MÚSICA LINDA
O Canto de Dona Sinhá (Toda Beleza Que Há)
A manhã chega, chega, chega
Por onde anda você?
Foi pra bem longe
Pra nunca mais me ver
Mas onde anda
Onde anda você?
Olho a estrada e às vezes
A manhã me vê chegar
Vive a me buscar
Todos os dias
Mas sei por onde anda
Vive a me buscar
Nos lírios, cachoeiras
Nas correntezas do
GarçaNo verde da aroeira
No canto de Dona Sinhá
Mas sei por onde anda
Vive a me buscar
No ipê-amarelo da serra
Em tudo você está
Na flor de laranjeira
Em toda beleza que há
A manhã chega, chega, chega
Por onde anda você?
Foi pra bem longe
Pra nunca mais me ver
Mas onde anda
Onde anda você?
Olho a estrada e às vezes
A manhã me vê chegar
Vive a me buscar
Todos os dias
Mas sei por onde anda
Vive a me buscar
Nos lírios, cachoeiras
Nas correntezas do
GarçaNo verde da aroeira
No canto de Dona Sinhá
Mas sei por onde anda
Vive a me buscar
No ipê-amarelo da serra
Em tudo você está
Na flor de laranjeira
Em toda beleza que há
ALARME
O alarme ainda toca... baixo na minha mente... Mas tenho uma pista de onde ele vem.
Da decepção e da tristeza...
Estas são minhas envergonhadas pistas...
Da decepção e da tristeza...
Estas são minhas envergonhadas pistas...
PARTE MINHA....
.... Há de haver algum lugar
Um confuso casarão
Onde os sonhos serão reais
E a vida não
Por ali reinaria meu bem
Com seus risos, seus ais, sua tez
E uma cama onde à noite
Sonhasse comigo
Talvez
Um lugar deve existir
Uma espécie de bazar
Onde os sonhos extraviados
Vão parar
Entre escadas que fogem dos pés
E relógios que rodam pra trás
Se eu pudesse encontrar meu amor
Não voltavaJamais
Edu Lobo
Um confuso casarão
Onde os sonhos serão reais
E a vida não
Por ali reinaria meu bem
Com seus risos, seus ais, sua tez
E uma cama onde à noite
Sonhasse comigo
Talvez
Um lugar deve existir
Uma espécie de bazar
Onde os sonhos extraviados
Vão parar
Entre escadas que fogem dos pés
E relógios que rodam pra trás
Se eu pudesse encontrar meu amor
Não voltavaJamais
Edu Lobo
22 agosto 2006
NU NO BANHEIRO
Ele estava no chuveiro quando a campainha tocou. A garota disse que ia atender e ele começou a "gritar bem baixinho": pega a minha calça! pega a minha calça! Indecisa sobre o que fazer ela foi abrir a porta e atendeu a pessoa... Depois ela bateu de leve na porta tranacada do banheiro e disse: abre sou eu!
O que ela viu dava pena: um homem quietinho, desesperado pelo fato de não ter uma roupa dele dentro do banheiro da casa dela....
O que ela viu dava pena: um homem quietinho, desesperado pelo fato de não ter uma roupa dele dentro do banheiro da casa dela....
ROBSON AQUI...
Obrigada por me dar colo,
Por me dar amizade e carinho,
Por me ouvir e me ensinar.
Por dirzer-me que não sou louca,
Por acarinhas meus cabelos,
Por dizer que sou melhor
do que realmente sou.
Obrigada por ser meu amigo,
Por me encitar caminhos,
que aliviam minhas dores;
Pequenas e confusas dores....
Por me dar amizade e carinho,
Por me ouvir e me ensinar.
Por dirzer-me que não sou louca,
Por acarinhas meus cabelos,
Por dizer que sou melhor
do que realmente sou.
Obrigada por ser meu amigo,
Por me encitar caminhos,
que aliviam minhas dores;
Pequenas e confusas dores....
10 agosto 2006
06 agosto 2006
01 agosto 2006
30 julho 2006
ALARME
Tem um alarme tocando direto na minha cabeça... Eu escuto ele principalmente quando estou sozinha... Ele toca alto e ininterruptamente... As vezes eu fico atordoada.
Ele começou a tocar semana passada.
Já não é um aviso simplesmente, é um som que me alerta por dentro, me informando que seja lá o que for, já começou...
Ele começou a tocar semana passada.
Já não é um aviso simplesmente, é um som que me alerta por dentro, me informando que seja lá o que for, já começou...
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