20 julho 2007

EU, O ACIDENTE DA TAM E ANA MARIA BRAGA...

Pessoal,

Escrevi o texto abaixo, porque desde ontem, estou pensando muito em vocês. Tenho histórias com cada um de vocês, algumas mais longas, outras mais recentes, nesse grupo tenho meu primeiro namorado, meus ídolos do voley, amigos da escola de quando eu tinha 11 anos, meus irmãos, minha sempre única e especial cunhada, meu vizinho que viu comigo o filme 300, meus ex alunos do Caminho, meus amigos poetas, parentes de longe e de perto, gente que me viu pequenininha, minha tiazona querida de SP, minha Kiki, colegas de trabalho que me são especiais, gente que eu admiro por muitas coisas, amigos de outros paises, pessoas que falo todo dia e outras que não falo há muito tempo. Quero deixar claro, que vocês estão na minha história, que fazem parte de mim e é por isso que lembro de vocês agora... Com o tempo a gente aprende que precisa controlar sentimentos e pensamentos para poder conviver bem com os outros e para não se "dar tão mal" nas circunstâncias da vida... E é sobre isso que preciso falar... Depois de quase 2 dias do acidente da TAM, hoje de manhã ouvi a Ana Maria Braga falar sobre aquele aquele velho e tão desgastado assunto, que circula em milhões de e-mails pela internet: como é importante você dizer o quanto ama as pessoas que estão a sua volta e o quanto elas são importantes para você. Dizer que se ama alguém é um problema díficil, principalmente quando você ama de verdade. Amar, muitas vezes nos dá a sensação de estar perdendo o controle, justamente este bendito controle que estamos tentando ter sobre todas as coisas ao nosso redor. Dizer o quanto alguém é importante para nós, também é complicado, pois "informar" o outro que ele pode ter um relativo (ou absoluto) controle ( aí vem o controle de novo!!) sobre o que sentimos e pensamos é algo basicamente trágico... Então ficamos assim, no meio de todas as coisas. Amamos, mas não dizemos isso aos nossos amados. Sentimos o quanto as pessoas nos são importantes, mas não transmitimos isso a elas de forma objetiva. Minha prima de 9 anos, me liga para dizer que me ama. Eu sempre pensava: que fofa!! Mas ultimamente tenho pensado assim: será que ela me ama mesmo? Bem, para me ligar ela deve estar sentindo minha falta...(desculpe gente, isso é um clichê, mas eu penso isso) Mas ela é tão pequena para saber amar... E me pego duvidando dos sentimentos dela (dos sentimentos de uma criança de 9 anos!!!) simplesmente por não conseguir enquadrar esta situação dentro do padrão que aprendi do que é amor! Para não tornar esse texto um "case" psicológico, vou finalizar com algumas perguntas que ultimamente tenho feito para mim, por causa de acontecimento recentes muito inusitados: Quantas pessoas eu amo na minha vida? Quantas vezes eu simplesmente sigo meus sentimentos de amor? Qual o tamanho do medo que tenho de amar? Será que as pessoas já sabem que as amo? Não sei o que poderá acontecer amanhã. O acidente da TAM não chegou nem perto da minha vida, mas ao ler a lista de passageiros eu reconheci muita gente, gente com muita história, gente que subiu num avião sorrindo ou que subiu nervosa, gente que tinha certeza do local de destino, gente que amava, gente que era amada, gente que tinha medo de amar, gente que, assim como eu, queria controlar a vida, os sentimentos e pensamentos... Por fim, gente que vai fazer muita falta

(mandei o texto acima para meu grupo de amigos do orkut)

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