10 julho 2007

PRODUNDIDADE...

"Você não sabe o quanto caminhei para chegar até aqui..."

Li certa vez em algum lugar que não me lembro, que quando alguém não nos ama, não sofremos por não sermos amados, mas sim, por sabermos que nossa, lembrança e importância não se perpetuará no outro.

Nunca esqueci isso e sempre me lembro disso quando sinto que não sou amada quanto desejava. Penso, como a me perguntar, se o que eu quero, também é me perpetuar na memória do outro?

Penso que, o que realmente queremos, é deixar nossa marca na vida de alguém. Essa é a nossa verdade, é assim que nos sentimos importantes. Saber que alguém se lembra e se lembrará de quem somos, de nossa essência humana e pessoal, do que nos tornamos a cada passar dos anos, é fundamental para tornar útil a nossa historia.

Estar ciente de que ao nos ausentarmos pela vida ou pela morte, que nossa historia de alguma forma será lembrada é essencial.

Nos reunimos em famílias para nos unirmos às testemunhas de nossas particularidades, de nossos rituais humanos, de nossas tragérias diárias, de nossos momentos.

Queremos tornar nossa existência menos comum aos oulhos do outro, para quem tentamos, desesperadamente tornar valioso, o nada que temos medo de nos tornar. O outro se torna nossa ponte para a eternidade, para o não esquecimento do que somos.

Os poucos que conseguem vencer este estado natural e humano de querer se perpetuar no outros, são os que verdadeiramente amam.

Eles sentem o amor, que não sentimos, que não sabemos sentir. O amor que não sabemos descrever, por não termos palavras para sua complexa simplicidade.

Eles vivem esse amor que não exige legado, que não compreendemos, mas que sei ; não precisa marcar o outro.

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